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Sem os celulares: Malévola reage à decisão da Justiça egípcia

Influenciadora voltou ao Brasil após ser detida em Alexandria

23/10/2026 às 15h22
Por: Redação
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Reprodução/Instagram
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A influenciadora Malévola Alves reagiu com indignação ao descobrir que não terá o celular devolvido pelas autoridades do Egito. Após desembarcar no Brasil, nesta sexta-feira (23), ela compartilhou nas redes sociais uma comunicação da Embaixada brasileira no Cairo informando que os aparelhos dela e da amiga Bruna Mercatelli foram apreendidos e serão utilizados como provas no processo.

Revoltada com a decisão, Malévola afirmou que tomou medidas para impedir o acesso aos dados do aparelho. “Já bloqueei o iPhone e coloquei como perdido, não vão mexer nas minhas coisas de jeito nenhum!”, declarou nos stories.

A influenciadora também reclamou do prejuízo financeiro, afirmando que os dois celulares haviam sido comprados havia menos de um mês. “Se eu não uso, ninguém usa”, acrescentou.

Celulares serão usados como provas

Segundo a mensagem divulgada por Malévola, a Embaixada do Brasil no Cairo foi informada pelo advogado que acompanha o caso de que os aparelhos não serão devolvidos às brasileiras, pois a promotoria pretende utilizá-los como elementos de prova durante o processo.

A assessoria da influenciadora também confirmou a apreensão e afirmou que a equipe jurídica tenta solucionar a situação junto às autoridades. Caso não haja retorno, a intenção é voltar a procurar o Itamaraty para buscar orientações.

De acordo com a assessoria, as brasileiras teriam sido obrigadas a fornecer as senhas de acesso aos celulares durante a abordagem policial. A equipe demonstrou preocupação com a possibilidade de acesso a fotos, aplicativos e outros arquivos pessoais. Essa alegação foi apresentada pela assessoria e não teve confirmação independente nas informações divulgadas.

Entenda a prisão no Egito

Malévola e Bruna Mercatelli foram detidas em Alexandria, no Egito, na terça-feira (20), após a divulgação de vídeos gravados em espaços públicos. Segundo as autoridades egípcias, as brasileiras foram acusadas de atos considerados obscenos, violação dos valores familiares e assédio a pessoas nas ruas.

As duas foram liberadas no dia seguinte, após o pagamento de fiança, mas os celulares permaneceram retidos. Depois de deixarem o Egito, elas seguiram para o Marrocos e retornaram ao Brasil na noite de quinta-feira (22).

Após a libertação, Malévola relatou ter passado por situações de humilhação durante a detenção e afirmou que sofreu abusos por parte de policiais. As denúncias foram feitas publicamente pela influenciadora e ainda precisam ser apuradas.

A brasileira também declarou que acredita ter sido alvo de discriminação por ser uma mulher trans. As circunstâncias da abordagem e as acusações feitas pelas envolvidas seguem no centro da repercussão do caso.

Mesmo de volta ao Brasil, Malévola ainda enfrenta as consequências da apreensão dos aparelhos e tenta proteger seus dados pessoais enquanto a defesa busca esclarecimentos sobre o andamento do processo no Egito.

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