
A influenciadora Malévola Alves reagiu com indignação ao descobrir que não terá o celular devolvido pelas autoridades do Egito. Após desembarcar no Brasil, nesta sexta-feira (23), ela compartilhou nas redes sociais uma comunicação da Embaixada brasileira no Cairo informando que os aparelhos dela e da amiga Bruna Mercatelli foram apreendidos e serão utilizados como provas no processo.
Revoltada com a decisão, Malévola afirmou que tomou medidas para impedir o acesso aos dados do aparelho. “Já bloqueei o iPhone e coloquei como perdido, não vão mexer nas minhas coisas de jeito nenhum!”, declarou nos stories.
A influenciadora também reclamou do prejuízo financeiro, afirmando que os dois celulares haviam sido comprados havia menos de um mês. “Se eu não uso, ninguém usa”, acrescentou.
Segundo a mensagem divulgada por Malévola, a Embaixada do Brasil no Cairo foi informada pelo advogado que acompanha o caso de que os aparelhos não serão devolvidos às brasileiras, pois a promotoria pretende utilizá-los como elementos de prova durante o processo.
A assessoria da influenciadora também confirmou a apreensão e afirmou que a equipe jurídica tenta solucionar a situação junto às autoridades. Caso não haja retorno, a intenção é voltar a procurar o Itamaraty para buscar orientações.
De acordo com a assessoria, as brasileiras teriam sido obrigadas a fornecer as senhas de acesso aos celulares durante a abordagem policial. A equipe demonstrou preocupação com a possibilidade de acesso a fotos, aplicativos e outros arquivos pessoais. Essa alegação foi apresentada pela assessoria e não teve confirmação independente nas informações divulgadas.
Malévola e Bruna Mercatelli foram detidas em Alexandria, no Egito, na terça-feira (20), após a divulgação de vídeos gravados em espaços públicos. Segundo as autoridades egípcias, as brasileiras foram acusadas de atos considerados obscenos, violação dos valores familiares e assédio a pessoas nas ruas.
As duas foram liberadas no dia seguinte, após o pagamento de fiança, mas os celulares permaneceram retidos. Depois de deixarem o Egito, elas seguiram para o Marrocos e retornaram ao Brasil na noite de quinta-feira (22).
Após a libertação, Malévola relatou ter passado por situações de humilhação durante a detenção e afirmou que sofreu abusos por parte de policiais. As denúncias foram feitas publicamente pela influenciadora e ainda precisam ser apuradas.
A brasileira também declarou que acredita ter sido alvo de discriminação por ser uma mulher trans. As circunstâncias da abordagem e as acusações feitas pelas envolvidas seguem no centro da repercussão do caso.
Mesmo de volta ao Brasil, Malévola ainda enfrenta as consequências da apreensão dos aparelhos e tenta proteger seus dados pessoais enquanto a defesa busca esclarecimentos sobre o andamento do processo no Egito.
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