
Danni Suzuki revelou detalhes de uma perseguição que, segundo ela, durou cerca de 17 anos e chegou a envolver ameaças de morte contra a atriz, seu filho e pessoas próximas. O relato foi feito durante participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães.
Segundo Danni, a dimensão da perseguição ficou mais clara nos últimos anos, quando amigos, colegas de trabalho e até profissionais de emissoras começaram a contar que também recebiam mensagens do homem.
A atriz afirmou que ele utilizava diferentes perfis para tentar entrar em contato com ela. Danni contou que nunca respondeu às mensagens e costumava bloquear as contas, mas o perseguidor criava novos perfis para continuar a abordagem.
A situação teria se agravado quando, de acordo com a atriz, o homem tatuou o nome dela no braço e passou a enviar vídeos nos quais descrevia como pretendia matá-la.
“Ele tatuou meu nome no braço e começou a mandar vídeos, dele mesmo, descrevendo com detalhes como ia me matar, como ia matar meu filho, onde e como”, relatou Danni.
Danni contou que as ameaças não ficaram restritas a ela. Segundo a atriz, o homem também teria ameaçado seu filho, Kauai, atualmente com 15 anos, além de familiares e amigos.
O perseguidor também teria demonstrado conhecer informações pessoais da atriz, como telefone, e-mail, rotina e locais que ela costumava frequentar. A situação fez com que Danni modificasse hábitos e passasse a adotar medidas de segurança.
A decisão de procurar a polícia aconteceu depois que uma vidente publicou nas redes sociais uma previsão de que Danni poderia sofrer um atentado. A atriz afirmou que, naquele momento, percebeu que a situação havia ultrapassado os limites de uma perseguição virtual.
Ao apresentar as informações às autoridades, Danni descobriu, segundo seu relato, que o homem possuía registros anteriores por crimes como tentativa de homicídio, cárcere privado e porte ilegal de arma.
O homem apontado como responsável pela perseguição é Danilo da Silva Macedo, de 37 anos. Ele foi preso preventivamente em janeiro de 2026, em Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, após se apresentar à polícia acompanhado de um advogado. O mandado havia sido expedido pela Justiça em dezembro de 2025.
Antes da prisão, uma medida protetiva havia sido concedida a Danni. Segundo a atriz, porém, o homem teria descumprido a determinação e chegou a desaparecer durante cerca de dois meses, período que ela descreveu como especialmente difícil.
Apesar da prisão, Danni afirma que ainda não se sente totalmente segura diante da possibilidade de o homem voltar a procurá-la caso seja libertado.
“Nada me garante, mesmo que ele seja condenado, de que na hora que ele sair ele vá desistir”, declarou a atriz.
O caso segue sob responsabilidade da Justiça. A defesa de Danilo já afirmou anteriormente que ele alegava ter tido um relacionamento com Danni, versão que não é reconhecida pela atriz.
O relato de Danni no “Sem Censura” voltou a chamar atenção para o crime de stalking, que pode envolver perseguição reiterada tanto no ambiente virtual quanto fora dele e é previsto no Código Penal brasileiro desde 2021.
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